Dr. Paulo Lange
Uro-Oncologia · Testículo · Homens Jovens
Câncer de testículo
Orquiectomia inguinal
O tratamento que remove o tumor, define o estágio e tem altas taxas de cura
O câncer de testículo é um dos mais curáveis, sobretudo em homens jovens. O passo decisivo é não adiar a avaliação de qualquer alteração — quanto antes o diagnóstico, mais simples costuma ser o tratamento.
O diagnóstico
Como é feito
O sinal mais comum do câncer de testículo é um nódulo ou aumento do volume do testículo — muitas vezes sem dor. É o câncer mais frequente em homens jovens, entre 15 e 40 anos. Qualquer alteração persistente deve ser avaliada. Minha conduta segue as diretrizes internacionais (EAU e AUA) e a medicina baseada em evidências, do exame ao estadiamento.
Exame clínico
A avaliação urológica identifica alterações suspeitas e orienta a investigação. O autoexame regular ajuda a perceber mudanças cedo.
Ultrassonografia testicular
É o principal exame de imagem do testículo: identifica nódulos e alterações estruturais com precisão.
Marcadores tumorais (AFP, Beta-HCG, LDH)
Exames de sangue que dosam substâncias produzidas por certos tumores. São medidos antes da cirurgia e repetidos depois — fundamentais tanto para o diagnóstico quanto para o acompanhamento.
Tomografia computadorizada
Avalia a extensão da doença e completa o estadiamento, quando indicada.
Como trato
Orquiectomia radical, por via inguinal
A orquiectomia radical é o tratamento inicial padrão na maioria dos casos. Removo o testículo acometido por uma incisão na região inguinal (a virilha), e não pela bolsa escrotal.
Essa via é uma regra de segurança oncológica: operar pela virilha evita manipular o tumor pela bolsa, o que poderia abrir novas vias de disseminação. Por isso a abordagem escrotal é evitada.
Além de tratar, a cirurgia fornece o tecido para análise, que define o tipo do tumor — seminoma ou não-seminoma — e, junto com os marcadores e os exames de imagem, determina o estágio e os próximos passos.
O que importa para você
O que essa abordagem permite
>95%
de cura
Via
inguinal
Marcadores
Prótese
Os pontos acima refletem dados gerais da literatura urológica. Resultados individuais variam conforme o caso e são discutidos na consulta.
Vantagens clínicas
Por que essa abordagem

Via inguinal, não escrotal
A cirurgia é feita pela virilha, uma regra de segurança que evita abrir novas vias de disseminação do tumor.

Diagnóstico, tratamento e estadiamento
A orquiectomia trata o tumor e, ao mesmo tempo, fornece a análise que define o tipo e o estágio da doença.

Preservação da fertilidade
Quando há indicação de quimioterapia, discuto a criopreservação de sêmen antes do tratamento — uma decisão individual e importante para quem deseja ter filhos.

Prótese testicular
Para quem deseja, existe a opção de prótese testicular, por questões estéticas e de conforto.

Acompanhamento individualizado
Após o estadiamento, defino com você a melhor estratégia — da vigilância à quimioterapia — sempre com seguimento próximo.
O que mais preocupa
Fertilidade, hormônios e prótese
Criopreservação de sêmen
Antes de tratamentos que possam afetar a fertilidade, como a quimioterapia, pode ser recomendada a criopreservação de sêmen. É uma decisão individual, discutida no planejamento, que preserva a possibilidade de ter filhos no futuro.
Vida sexual e hormônios com um testículo
Na maioria dos casos, um único testículo saudável produz testosterona suficiente para manter a função sexual e reprodutiva. A vida sexual costuma seguir normal.
Prótese testicular
Para quem deseja, a prótese testicular é uma opção estética, que pode ser discutida no mesmo planejamento cirúrgico ou posteriormente.
Como decidimos juntos
O que vem depois da cirurgia
Depois da orquiectomia, o tipo do tumor (seminoma ou não-seminoma), os marcadores e os exames de imagem definem o estágio — e a partir daí escolhemos juntos a melhor conduta. Em muitos casos, nenhum tratamento adicional é necessário.
Vigilância ativa
Em casos selecionados, o acompanhamento com exames periódicos é o suficiente, sem tratamento adicional imediato — evitando tratar em excesso quem não precisa.
Quimioterapia
Alguns tumores exigem tratamento sistêmico para eliminar células microscópicas ou tratar doença disseminada.
Cirurgias complementares
Em situações específicas, pode ser necessária a remoção de linfonodos do retroperitônio ou de massas residuais após a quimioterapia.
Depois do tratamento
O acompanhamento, passo a passo

Estadiamento
Repito os marcadores e avalio o resultado da análise e os exames de imagem para definir o estágio com precisão.

Conduta individual
Com base no tipo e no estágio, decidimos juntos entre vigilância ativa, quimioterapia ou cirurgia complementar.

Marcadores e imagem
O acompanhamento regular inclui marcadores tumorais e exames de imagem, em intervalos definidos, para identificar precocemente qualquer alteração.

Fertilidade e qualidade de vida
Acompanho também os aspectos hormonais e de fertilidade, cuidando da sua qualidade de vida em todas as etapas.
Perguntas frequentes
As dúvidas que mais ouço no consultório
Nem sempre. Muitos pacientes percebem apenas um nódulo ou aumento do volume do testículo, sem dor. Por isso, qualquer alteração persistente deve ser avaliada.
É um dos cânceres com maiores taxas de cura quando tratado adequadamente — superando 95% em diversos cenários clínicos, inclusive em muitos casos diagnosticados em estágios mais avançados.
Na maioria dos casos, não. Um único testículo saudável costuma produzir testosterona suficiente para manter a função sexual e reprodutiva.
Sim. Muitos pacientes mantêm a fertilidade. Em algumas situações, recomenda-se a criopreservação de sêmen antes do tratamento, por precaução.
Por segurança oncológica. A via inguinal (pela virilha) evita manipular o tumor pela bolsa escrotal, o que poderia abrir novas vias de disseminação.
Sim. A prótese testicular é uma opção estética, que pode ser discutida no planejamento da cirurgia ou posteriormente.
Não. Existem outras causas para nódulos e alterações testiculares, mas qualquer mudança persistente deve ser avaliada por um urologista.
