Dr. Paulo Lange
Uro-Oncologia · Próstata · Cirurgia Robótica
Câncer de próstata
Prostatectomia
A cirurgia robótica para tratar o câncer de próstata
Remover o câncer por completo é o objetivo. Faço isso com precisão milimétrica — preservando, sempre que possível, a continência e a função sexual.
O diagnóstico
Como é feito
Um diagnóstico preciso é o primeiro passo para um tratamento bem conduzido. Quanto antes e com mais exatidão o câncer de próstata é identificado, maiores as chances de um tratamento eficaz e da preservação da qualidade de vida. Minha conduta segue as diretrizes internacionais (EAU e AUA) e a medicina baseada em evidências — do rastreamento à confirmação.
Rastreamento: PSA e toque retal
O rastreamento é a etapa que levanta — ou afasta — a suspeita. O PSA (exame de sangue) e o toque retal são complementares e avaliam sinais que nem sempre aparecem isoladamente. São ferramentas que indicam quando investigar mais a fundo — mas, sozinhos, não confirmam o diagnóstico.
Ressonância magnética multiparamétrica
Diante de uma suspeita, a ressonância multiparamétrica é hoje um exame essencial. Ela localiza com precisão as áreas suspeitas, classifica o risco pela escala PI-RADS e orienta a biópsia — permitindo decisões mais seguras e evitando procedimentos desnecessários.
Biópsia: o diagnóstico definitivo
Somente a biópsia, com análise do tecido prostático, confirma o diagnóstico — é o padrão-ouro. A biópsia por fusão une as imagens da ressonância à ultrassonografia em tempo real, direcionando a coleta exatamente às áreas suspeitas. O resultado é mais precisão e menor risco de resultados inconclusivos.
Sempre que indicado, realizo a ressonância antes da biópsia, conforme as diretrizes internacionais mais recentes — para que cada coleta seja dirigida e cada decisão, fundamentada.
Como trato
Retiro o câncer com precisão milimétrica
Quando a cirurgia é a melhor escolha, faço a prostatectomia radical: removo toda a próstata e as vesículas seminais, onde o câncer se encontra, e reconecto a bexiga à uretra.
Utilizo a plataforma robótica, que oferece visão tridimensional ampliada e instrumentos que se articulam como uma mão. Isso permite operar com precisão milimétrica em uma região delicada — próxima aos nervos ligados à ereção e ao esfíncter responsável pelo controle da urina.
A prioridade é sempre remover todo o câncer. A partir daí, sempre que é oncologicamente seguro, preservo os feixes nervosos da ereção (técnica de preservação de nervos) e o máximo possível das estruturas ao redor.
Números que importam para você
O que a robótica permite
Robótica
Preservo
os nervos
Menor
sangramento
Intenção
curativa
Os valores acima refletem dados gerais da literatura urológica. Resultados individuais variam conforme o caso e são discutidos na consulta.
Vantagens clínicas
Por que opero com a robótica

Precisão em região delicada
A visão tridimensional ampliada e os instrumentos articulados permitem dissecar com exatidão ao redor dos nervos e do esfíncter urinário.

Preservação dos nervos
Quando o câncer permite, preservo os feixes nervosos ligados à ereção — o que favorece a recuperação da função sexual.

Menor sangramento e pequenas incisões
Menos perda de sangue, menos dor e cicatrizes discretas, no lugar de um grande corte.

Recuperação mais rápida
Internação curta e retorno mais ágil às atividades, com acompanhamento de perto em cada etapa.

Análise completa do tecido
Toda a próstata retirada é examinada, o que define o estágio do tumor e orienta o acompanhamento.
As perguntas que todo homem faz
Continência e função sexual
Controle urinário
A grande maioria dos homens não fica incontinente. Muitos já saem sem perder urina desde a retirada da sonda. Quando há algum escape no início, costuma ser temporário e melhora progressivamente, com a cicatrização e os exercícios da musculatura do assoalho pélvico. A incontinência persistente é rara.
Ereção
A recuperação da ereção depende da sua função antes da cirurgia, da sua idade e da possibilidade de preservar os nervos. Quando a preservação é possível, as chances são melhores — mas a recuperação pode levar meses e nem sempre é completa. Existem tratamentos que ajudam nesse processo.
Ejaculação
Com a retirada da próstata e das vesículas seminais, deixa de haver ejaculação (orgasmo seco). O orgasmo costuma ser preservado; a fertilidade natural, não — algo que conversamos antes da cirurgia, caso ter filhos ainda seja um plano.
Como decidimos juntos
A cirurgia é sempre o caminho?
Nem todo câncer de próstata precisa de cirurgia imediata. A melhor escolha depende do risco do tumor, da sua idade e da sua saúde — e a decisão é sempre individual, baseada nas diretrizes e nas suas prioridades.
Vigilância ativa
Para tumores de baixo risco, é possível acompanhar de perto, com exames periódicos, adiando ou evitando o tratamento enquanto for seguro.
Cirurgia (prostatectomia radical)
Uma das principais opções de cura para o câncer localizado: remove todo o tumor de uma vez e permite a análise completa do tecido.
Radioterapia
Alternativa com intenção curativa em casos selecionados, sem cirurgia. Apresento as opções com clareza e indico a que faz mais sentido para o seu caso.
Depois da cirurgia
A recuperação, passo a passo

Alta hospitalar
Na maioria dos casos, a alta acontece já no dia seguinte à cirurgia — com uma sonda vesical, que protege a cicatrização entre a bexiga e a uretra.

Retirada da sonda
Nos casos de baixo risco, a preferência é retirar a sonda por volta do 5º dia. A partir daí começa a readaptação do controle urinário — e muitos pacientes já não perdem urina desde a retirada.

Reabilitação
Início dos exercícios do assoalho pélvico e retorno gradual às atividades, conforme a sua evolução.

PSA e controle
Avaliamos o resultado anatomopatológico e acompanhamos o PSA, que deve se tornar indetectável após a cirurgia.
Perguntas frequentes
As dúvidas que mais ouço no consultório
A grande maioria não fica incontinente — muitos já saem sem perder urina desde a retirada da sonda. Quando há algum escape no início, costuma ser temporário e melhora com a cicatrização e os exercícios pélvicos. A incontinência persistente é rara.
Depende da sua função antes da cirurgia, da sua idade e de poder preservar os nervos. Quando a preservação é possível, as chances de recuperação são melhores — mas pode levar meses, e há tratamentos que ajudam. Converso isso abertamente com você antes da cirurgia.
Sim, por alguns dias, para proteger a reconexão entre a bexiga e a uretra. Nos casos de baixo risco, a preferência é retirar a sonda por volta do 5º dia; em outras situações, conforme a cicatrização.
Para o câncer localizado, a cirurgia tem intenção curativa — removo todo o tumor de uma vez. Após a cirurgia, acompanho o PSA, que deve se tornar indetectável.
Depende do risco do tumor. Tumores de baixo risco podem ser acompanhados com vigilância ativa; em outros casos, tratar é o mais seguro. Essa decisão é tomada com você, com base nos exames.
Muitas vezes a cirurgia resolve sozinha. Em alguns casos, conforme o resultado da análise do tecido, um tratamento complementar pode ser indicado — sempre acompanhado de perto.
A alta costuma ser no dia seguinte à cirurgia, e a sonda costuma sair em poucos dias (por volta do 5º dia nos casos de baixo risco). As atividades leves voltam em poucas semanas, conforme a sua evolução.
