Dr. Paulo Lange
Uro-Oncologia · Próstata · Cirurgia Robótica
Câncer de rim
Nefrectomia parcial
A cirurgia robótica que remove o tumor preservando o rim
Remover o câncer por completo é o objetivo. Faço isso com precisão milimétrica — preservando, sempre que possível, o rim e a sua função.
O diagnóstico
Como é feito
A maioria dos tumores renais é descoberta por acaso, em exames de imagem feitos por outro motivo — e isso é uma boa notícia: quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de um tratamento que preserva o rim. Minha conduta segue as diretrizes internacionais (EAU e AUA) e a medicina baseada em evidências — do exame de imagem ao planejamento da cirurgia.
Tomografia computadorizada com contraste
É o exame central. Define o tamanho, a localização e as características do tumor, avalia a relação com os vasos e estruturas vizinhas e investiga o restante do organismo. Na maioria dos casos, é a partir dela que planejo a cirurgia.
Ressonância magnética
Utilizada em situações específicas — por exemplo, quando o contraste da tomografia é contraindicado ou quando preciso detalhar melhor uma lesão. Complementa a investigação e refina o planejamento.
Avaliação da função renal
Antes de qualquer decisão, avalio como os rins estão funcionando, com exames de sangue e urina. Essa informação é decisiva: é o que orienta a prioridade de preservar o máximo de rim saudável.
Biópsia renal: apenas quando muda a conduta
Ao contrário de outros tumores, nem todo tumor renal precisa de biópsia antes do tratamento — muitas vezes a imagem já é suficiente para indicar a cirurgia. Reservo a biópsia para casos selecionados, em que o resultado realmente altera a decisão. É uma escolha individual, feita com você e conforme as diretrizes.
Como trato
Removo o tumor preservando o rim
Sempre que é tecnicamente possível, faço a nefrectomia parcial robótica: removo apenas o tumor e a margem necessária ao seu redor, e mantenho funcionante o restante do rim. É a cirurgia poupadora de rim — hoje a escolha preferencial para os tumores localizados, segundo as diretrizes internacionais.
Utilizo a plataforma robótica, que oferece visão tridimensional ampliada e instrumentos que se articulam como uma mão. Isso permite operar com precisão milimétrica em uma região muito vascularizada — retirando o tumor com segurança e reconstruindo o rim.
A prioridade é sempre o controle do câncer. A partir daí, sempre que possível, preservo o máximo de tecido renal saudável e busco o menor tempo de interrupção do fluxo sanguíneo do rim (isquemia) — o que ajuda a proteger a função renal.
O que importa para você
O que a robótica permite
Robótica
Preservo
o rim
Menor
isquemia
Intenção
curativa
Os pontos acima refletem dados gerais da literatura urológica. Resultados individuais variam conforme o caso e são discutidos na consulta.
Vantagens clínicas
Por que opero com a robótica

Precisão em região vascularizada
A visão tridimensional ampliada e os instrumentos articulados permitem retirar o tumor e reconstruir o rim com exatidão, perto de vasos delicados.

Preservação da função renal
Ao remover apenas o tumor e poupar o tecido saudável, mantenho funcional o máximo possível do rim — o que importa para a sua saúde a longo prazo.

Menor sangramento e pequenas incisões
Menos perda de sangue, menos dor e cicatrizes discretas, no lugar de um grande corte.

Recuperação mais rápida
Internação curta e retorno mais ágil às atividades, com acompanhamento de perto em cada etapa.

Análise completa do tecido
Todo o tumor retirado é examinado, o que confirma o tipo, define o estágio e orienta o acompanhamento.
O que mais preocupa
Função renal e vida após a cirurgia
Preservar a função renal
Sempre que é tecnicamente seguro, prefiro a cirurgia poupadora de rim. Manter o máximo de tecido renal saudável protege a função dos rins ao longo da vida e reduz o risco de problemas no futuro — um ponto especialmente importante em quem já tem alteração renal, diabetes ou hipertensão.
Viver com um rim
Quando a retirada total é necessária, a maioria das pessoas mantém uma vida normal e saudável com apenas um rim funcional. O rim que permanece costuma assumir o trabalho, e o acompanhamento garante que tudo siga bem.
Quando a retirada total é indicada
Em tumores grandes ou que ocupam uma área extensa do órgão, pode ser indicada a nefrectomia radical, com retirada do rim acometido. Mesmo nesses casos, faço o procedimento, sempre que possível, por via minimamente invasiva, buscando o melhor controle oncológico.
Como decidimos juntos
A cirurgia é sempre o caminho?
Nem todo tumor renal exige cirurgia imediata. A melhor escolha depende do tamanho e da localização do tumor, da sua função renal, da sua idade e da sua saúde — e a decisão é sempre individual, baseada nas diretrizes e nas suas prioridades.
Nefrectomia parcial
A cirurgia poupadora de rim: removo apenas o tumor e preservo o restante do órgão. É a escolha preferencial para os tumores localizados, sempre que é tecnicamente viável.
Vigilância ativa
Para tumores pequenos, em pacientes selecionados, é possível acompanhar de perto com exames de imagem, adiando ou evitando o tratamento enquanto for seguro.
Terapias ablativas
Em casos selecionados — tumores pequenos em pacientes com maior risco cirúrgico — técnicas que destroem o tumor sem retirá-lo podem ser uma alternativa.
Nefrectomia radical
Quando preservar o rim não é seguro ou viável, a retirada total é o tratamento indicado, sempre buscando o melhor controle do câncer.
Depois da cirurgia
A recuperação, passo a passo

Internação curta
Na maioria dos casos, a recuperação inicial é rápida e a alta acontece em poucos dias, conforme a sua evolução.

Retorno gradual
Volta progressiva às atividades, evitando esforço intenso no início, conforme a sua orientação individual.

Análise do tecido
Avaliamos juntos o resultado anatomopatológico, que confirma o tipo de tumor, define o estágio e orienta o seguimento.

Função renal e imagem
Acompanho a função dos rins com exames de sangue e realizo exames de imagem periódicos para monitorar a recuperação e identificar precocemente qualquer sinal de recorrência.
Perguntas frequentes
As dúvidas que mais ouço no consultório
Não. Hoje, na imensa maioria das vezes, o rim é preservado e apenas o tumor é retirado — mesmo em tumores complexos. O tempo de internação costuma ser de cerca de 1 dia.
Sim. A maioria das pessoas mantém uma vida normal e saudável com apenas um rim funcional. O acompanhamento ajuda a garantir que tudo siga bem.
Na maioria dos casos, não. Por isso muitos tumores são descobertos de forma incidental, em exames de imagem feitos por outros motivos.
Nem sempre. Diferente de outros tumores, muitas vezes a imagem já indica a cirurgia. A biópsia fica reservada para casos selecionados, em que o resultado realmente muda a conduta.
A indicação depende das características do tumor, da anatomia do rim e das suas condições clínicas. Avalio cada caso individualmente para escolher a melhor abordagem.
Para o câncer localizado, a cirurgia tem intenção curativa — o objetivo é remover todo o tumor. Quando diagnosticado cedo e tratado adequadamente, o câncer de rim costuma apresentar excelentes taxas de controle. O acompanhamento posterior confirma a evolução.
A internação costuma ser curta e as atividades leves voltam em poucas semanas, evitando esforço intenso no início, conforme a sua evolução.
